AL: Sinteal protesta em “Natal do 0%”

Publicado em Terça, 13 Dezembro 2016 17:30

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Contra a política de arrocho salarial praticada pelo Governo de Alagoas em 2016, contra o descumprimento do acordo da Prefeitura de Maceió, contra os projetos de leis em tramitação no Congresso Federal que retiram direitos da classe trabalhadora, centenas de pessoas se reuniram no centro de Maceió para protestar na manhã desta terça-feira (13).

Convocada pelo Sinteal como “Natal do 0%”, a atividade teve a participação de setores do movimento social (sindicatos e agremiações estudantis). Decidido em assembleia geral da rede estadual, o ato foi uma firme manifestação do repúdio contra o desrespeito do Estado à database do funcionalismo público e as medidas autoritárias que têm sido tomadas durante a campanha que a categoria e o sindicato realizou na luta por seus direitos. “Teve perseguição de trabalhadores, desconto de salário nos dias que a categoria fez paralisação e ameaças. O que não teve foi diálogo com a classe trabalhadora”, ressalta Consuelo Correia, presidenta do Sinteal.

A categoria passou o ano mobilizada, realizando protestos, panfletagem e até paralisações, mas não recebeu nenhuma resposta do gestor. “Sabemos que o orçamento da educação tem condições de dar reajuste, tanto que no final do ano o recurso vai sobrar e ser rateado. A falta de vontade política é a única explicação para esse descaso”, disse Consuelo.

Trabalhadoras/es da rede municipal de ensino de Maceió também se revoltaram com o descumprimento do acordo da prefeitura, que não implantou as progressões como prometido. A categoria decidiu paralisar por um dia, unificando a mobilização.

No âmbito nacional, a PEC 55 (do teto dos gastos) está na pauta para ser votada nesta terça-feira (13). Caso aprovada, a PEC representa um “congelamento” de investimentos em políticas públicas por 20 anos. Um retrocesso que, segundo especialistas, aumentará a miséria e poderá, com a redução do número de hospitais e postos de saúde, causar o aumento de mortes entre as camadas mais pobres da população.

Além disso, a reforma da Previdência começou a tramitar na Câmara Federal com um enorme retrocesso que pode, entre outras coisas, acabar com a aposentadoria especial de professores.
Diante de todas estas pautas, o ato passou a ser construído por outras entidades. CUT, Adufal (também com professores e funcionários da UFAL), trabalhadores do IFAL, estudantes que estavam organizados nas ocupações de resistência, Levante Popular da Juventude, e outros movimentos foram às ruas.

Em alusão ao período natalino, o protesto teve Papai Noel “de luto”, que trouxe o saco cheio de “presentes” (de “grego”!) do governo para os trabalhadores, como, por exemplo, reforma do ensino médio, fim da aposentadoria especial, criminalização da luta da educação etc. Na árvore de Natal da Educação o sofrimento dos servidores públicos estava representado pelos ”frutos” (podres) da “revolução” da educação do Governo de Alagoas.

A concentração aconteceu na praça D. Pedro II, em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas. Depois de atividades de panfletagem, apresentações culturais e fala política, os manifestantes saíram em caminhada pelo centro, e encerraram o ato em frente ao Palácio República dos Palmares, onde uma comissão foi recebida pela assessoria do Governo para, mais uma vez, cobrar o respeito à pauta dos servidores estaduais.

(Sinteal, 13/12/2016)

 
 
 
 
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