Os trabalhadores em Educação no Piauí, em greve há exatos 60 dias, realizaram na manhã de hoje uma grande assembleia geral ao lado do Palácio do Karnak onde se encontram acampados desde a segunda-feira, quando o Poder Legislativo do Estado aprovou uma projeto do Governo que acaba com a carreira do magistério e tira gratificações históricas da categoria. Por unanimidade os grevistas decidiram manter o movimento que a cada dia está mais forte e consistente, contando inclusive com a presença de sindicalistas de outras categorias, que foram prestar solidariedade aos trabalhadores em Educação.
Durante a assembleia foram tirados alguns encaminhamentos importantes, como a entrega de um documento narrando sobre a situação em que se encontram os professores devido as atitudes do Governo do Estado. O documento foi entregue ao Vice-presidente da República Michel Temer, que está visitando o Piauí. O Ministério da Educação também recebeu um pedido de providencias encaminhado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Piauí (SINTE-PI).
A professora Odeni Silva e os demais oradores durante a assembleia geral citaram os nomes de todas as cidades que mandaram representantes também para a vigília que continua ao lado do Palácio do Governo. A presença dos representantes da categoria em outras cidades serviu para mostrar que a categoria continua cada vez mais unida em torno do movimento.
Também foram citados os nomes de dezenas de escolas do Estado onde a paralisação dos professores e demais trabalhadores em Educação é de 100%, ao contrário do que apregoa o Governo do Estado de que o movimento estaria perdendo força.
A presidente do Sinte, professora Odeni Silva saiu da assembleia para um encontro com a promotora Leida Diniz, uma das representantes do Ministério Público Estadual que sub-escrevem uma ação civil pública para obrigar o governo a pagar o piso nacional de salários, que é um direito da categoria concedido através de Lei federal e confirmado pelo STF.
(SINTE-PI 26/04/12)