AP: Professores do Amapá mantém estado de greve

Publicado em Segunda, 30 Julho 2012 16:50

Depois de inúmeras tentativas de acordo frustradas, os educadores do Amapá mantém o estado de greve. Com o objetivo de retomar as negociações, os professores haviam suspendido temporariamente a paralisação no dia 28 de junho. Sem novas propostas do Governo, os trabalhadores podem parar novamente. 

Os professores da rede estadual do Amapá deflagraram greve no dia 20 de abril, devido ao não cumprimento da Lei Nacional do Piso pelo Governador Camilo Capiberibe. Os professores já tinham dado indicativo de greve no mês de março, em duas paralisações da categoria.

O salário dos professores no Estado ainda está 33,7% abaixo do piso nacional. A categoria vem desde o início do movimento tentando entrar em acordo com o Governo. Os docentes chegaram a propor um reajuste de 20%, abrindo mão de 13,7% que lhe eram de direito. O Governo recusou a proposta e ofereceu ajuste de apenas 15%.

Em maio, a Assembleia Legislativa do Amapá passou a mediar as negociações. Os professores ganharam apoio de vários deputados.

Depois de uma longa disputa judicial, em que a greve foi primeiramente considerada legal, a ilegalidade da greve foi declarada e a Secretaria da Educação determinou o corte das gratificações dos professores. O Governo ainda protocolou na Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) um projeto de Complementação (Projeto de Lei 0015/2012 de Complementação) que fere a lei do Piso e o Plano de Cargos, Carreira e Salários do Magistério Amapaense – lei 0949/2005.

No dia 27 de junho  o SINSEPEAP protocolou na Assembleia Legislativa (ALAP) o pedido de Impeachment do Governador Carlos Camilo Góes Capiberibe, por desrespeito a Lei Nacional do Piso e desobediência à decisão judicial do Supremo Tribunal Federal, que estabelece o pagamento do piso a partir de janeiro de 2012.

Com a proximidade do encerramento do semestre letivo e sem perspectiva de solução para a aplicação do piso nacional, foi realizado uma Assembleia Geral no dia 28 de junho, na qual o Comando de Greve apresentou à categoria a proposta de suspensão temporária do movimento. Essa suspensão tem o objetivo de provocar uma nova rodada de negociação com o governo, o que até o presente momento não ocorreu. Enquanto isso, o comando de greve realizará o acompanhamento das ações judiciais bem como a movimentação na ALAP. E, para que a categoria possa se esclarecer, as Asssembleias Gerais serão agendadas sempre que necessário. O Sindicato também realizou outras atividades importantes, como o Ato Público em favor do Piso Salarial e a Caminhada da Educação, para conscientizar a população da luta dos educadores.

Hoje os professores tiveram acesso ao contracheque do mês de julho, e muitos tiveram cortes em seus salários. A próxima Assembleia Geral do movimento será no dia 04 de agosto. (SINSEPEAP 30/07/12)

 
 
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