2019 10 09 giro pr joao vieira

Foto: João Paulo Vieira | No documento elaborado pela Seed, o Educação de Jovens e Adultos pretende ser à distância e voltado para profissionalização e não a escolarização
A APP-Sindicato tomou conhecimento por meio das redes sociais do projeto para um novo modelo de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Na proposta o modelo deve ser implantado a partir de 2020, mesmo sem o governo ter elaborado novas medidas para melhorar a qualidade na EJA durante o ano. A proposta deve ser apresentada às comunidades escolares em um período de uma semana, para logo após ser apresentado ao Conselho Estadual de Educação.

Para debater a medida, o Sindicato, em parceria com o Fórum Estadual de EJA, Comissão de Educação da ALEP e mandato do Prof. Lemos, realiza na próxima quarta-feira (09) uma Audiência Pública com o tema: Avaliação e Perspectiva da Educação de Jovens e Adultos no Paraná.

Convidamos toda a categoria para participar deste debate. Precisamos lutar pela alteração na atual e futura proposta de EJA. A Educação de Jovens e Adultos do Paraná exige respeito à sua história, aos seus profissionais e aos estudantes. Não participaremos desta pantomima que decretará o começo do fim da EJA em nosso estado”, destaca Cleiton Denez.

Fim da EJA

Entre os principais itens da nova medida, o que chama a atenção é a tentativa de “tornar mais atrativa” a EJA, ignorando pontos importantes para a melhoria da qualidade do ensino. Entre as novas propostas estão: congelamento e padronização de cronogramas, redução de tempo de estudos, diminuição de disciplinas, priorização da profissionalização ao invés da escolarização, adoção quase total da aplicação em Ensino a Distância (EAD).

A APP-Sindicato reafirma ser contrária a este projeto e sustenta as proposições do Fórum Paranaense de EJA, presentes no Plano de Ações. A proposta foi elaborada coletivamente, assegurando o cumprimento do que está previsto nas Leis 18.492/2015 e do Plano Estadual de Educação.

Segundo o secretário executivo Educacional, Cleiton Denez, é importante que as escolas e a comunidade escolar não aceitem a nova proposta. ” Não respondam a indecente proposta da Seed e, junto com os(as) estudantes e comunidade escolar, encaminhem à secretaria ou aos Núcleos de Educação uma nota de desagravo pela proposta. Reafirmam a necessidade do ensino presencial, da flexibilização de horários e da oferta adequada de todas as disciplinas”.

(App-Sindicato, 08/10/2019)