No último dia 9 de setembro o município de Sinop retomou parcialmente as atividades nas escolas públicas, com a convocação dos profissionais da educação. A determinação feita logo após a prefeita Rosana Martinelli ter frustrada a volta às aulas na rede municipal, esperada para um dia antes. Os protocolos da saúde pública alertam para o risco de aglomerações, contudo a administração municipal não segue a orientação.

Diante da decisão da prefeita, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira, fez um alerta à população mato-grossense, sobre a arriscada decisão da prefeitura de Sinop, diante da ausência de uma série de medidas sanitárias.

Segundo Valdeir, a prefeitura não faz uso de todos os protocolos necessários, como testagem em massa e periódica dos educadores, e tampouco regulamentou os procedimentos para a retomada das atividades, em Diário Oficial Municipal. “É muito preocupante essa decisão, é uma irresponsabilidade”, destacou.

Para o dirigente sindical, as atividades profissionais que estavam sendo on-line poderiam permanecer da mesma forma. Citou a construção dos projetos de volta às aulas, pela Comissão Especial desenvolvida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com representantes de diversos segmentos da educação e os quais são desconsiderados pela prefeitura de Sinop. “Basicamente nossa defesa nesse momento é salvar vidas”, disse.

Os protocolos de segurança apontados nos encaminhamentos da Comissão, tiveram a contribuição do deputado e médico sanitarista, Lúdio Cabral, que manifestou os riscos na decisão da prefeitura de Sinop. Para retomada de atividades Lúdio destaca que os ambientes de trabalho devem ser adaptados para essa fase da epidemia que estamos vivendo. É necessário ventilação, iluminação externa, para a troca do ar, os 2 metros mínimos, de distanciamento e a oferta de itens de higiene para preservar as pessoas. Outro ponto ressaltado é a permanência nos locais que devem ser bastante reduzidas.

Segundo a presidente do Sintep/Sinop, Maria Aparecida Lopes Moreira, os profissionais cumprirão a jornada de quatro horas, no período em que tem as turmas. Para os profissionais da Educação Infantil serão trabalhados os chamados sacos pedagógicos para ser entregue aos pais. “O contato presencial ocorrerá por meio dos vários círculos de convivência, o que aumentará significativamente os riscos de contágio”.

(Sintep/MT, 14/09/2020)