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Foto: João Paulo Vieira/APP-Sindicato

Após uma consulta pública sobre a militarização das escolas públicas paranaenses marcada por autoritarismo e desrespeito com trabalhadores(as) da educação, estudantes e comunidade escolar, a Secretaria de Estado da Educação e Esportes (Seed) selecionou mais 16 escolas para impor o modelo polêmico. Atropelando novamente o debate e impondo um período curto de seleção (11 e 12 de novembro), Ratinho Jr e o secretário da Educação, o empresário Renato Feder, repetem a conturbada consulta realizada nas últimas semanas.

A APP-Sindicato aponta que além da lei aprovada em regime de urgência em meio a pandemia, a votação desrespeita a democracia, pois é feita de forma aberta, ilegal e sem uma consulta ou audiência pública com estudantes e pais. Outro aspecto duvidoso do processo de seleção é a utilização da máquina pública e os Núcleos Regionais da Educação (NREs) como instrumento de propaganda do modelo, ignorando todos os questionamentos. O Sindicato ainda explica que a ênfase na falida educação moral e cívica cria uma diferenciação das escolas para ricos e pobres, já que uma incentiva a questionar e a outra apenas a obedecer.

O presidente da APP-Sindicato, Professor Hermes Leão, salienta que o governo Ratinho Jr descumpre leis e compromissos firmados, fomentando o negacionismo da pandemia, mesmo com a circulação comunitária do Covid-19 (Coronavírus) nas 16 escolas que passarão pela consulta sobre a militarização. “Jamais em toda a história da educação pública do Paraná houve uma gestão da Seed tão perversa, despreparada e que a toda semana descumpre leis e compromissos”.

Já sobre o financiamento destas unidades, a APP-Sindicato explica que serão destinados R$ 80 milhões dos recursos da educação para reformas e compra de uniformes somente das escolas militares, o que fere o princípio da isonomia. O professor Hermes Leão aponta que junto com esta medida, o governo insiste em impor medidas que atacam Professores e Funcionários de escola, sem qualquer respeito com estes trabalhadores, que por anos prestam serviço ao estado.

“800 policiais aposentados serão empregados na militarização de 200 escolas estaduais do Paraná. Enquanto isso, o secretário Renato Feder pretende desempregar 29 mil professore e funcionárias, que há anos contribuem com a educação dos estudantes paranaenses em meio a pandemia”, conta o presidente do Sindicato.

Confira as escolas selecionadas:

Colombo – Colégio Estadual Rui Barbosa
Itaperuçu - Colégio Estadual Luiz Maltaca
Campo Largo – Colégio Estadual Augusto Vanin
Campo Mourão – Colégio Estadual Osvaldo Cruz e Colégio Estadual Marechal Rondon
Curitiba – Colégio Estadual Cândido Rondon e Colégio Estadual João Turin
Douradina – Colégio Estadual Douradina (Cidade com pouco mais de 8 mil habitantes e somente uma escola estadual)
Foz do Iguaçu – Colégio Estadual Presidente Castelo Branco e Colégio Estadual Sol de Maio
Jardim Alegre – Colégio Estadual Anita Garibaldi
Cambará – Colégio Estadual Dr. Generoso Marques
Londrina – Colégio Estadual Professora Vani Cruz Viessi
Maringá – Colégio Estadual Duque de Caxias
Sarandi – Colégio Estadual Vereador Luiz Zanchim
Cruzeiro do Oeste – Colégio Estadual Cruzeiro do Oeste

(APP-Sindicato, 13/11/2020)