Giro pelos estados

O secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, se comporta, reiteradamente, de forma injustificável no tema “volta às aulas presenciais na rede estadual de ensino”.

No momento em que as autoridades sanitárias demonstram enorme preocupação com o recrudescimento da contaminação pelo novo coronavirus e que uma nova variante desse vírus, ainda mais contagiosa, se dissemina pela Europa e outras regiões – inclusive no Brasil – determinar que as aulas presenciais voltem obrigatoriamente em 1 de fevereiro é uma chocante demonstração de falta de empatia e descompromisso com a saúde e a vida dos profissionais da educação, dos estudantes e de suas famílias. Na Inglaterra, o governo conservador decidiu fechar novamente as escolas. Aqui, o governo do PSDB quer reabri-las.

O secretário tomou a decisão estratégica de se manifestar pela mídia nesse momento, tendo em vista a reunião do Conselho Estadual de Educação para deliberar sobre o tema nesta semana. O que pretende provar? Que ele "manda"? Que não se dobra? Que não ouve as vozes do bom senso porque elas partem do sindicato? Uma queda de braço com a APEOESP é mais importante do que evitar uma nova e grande onda de contágios?

Não faz nenhum sentido colocar em risco milhões de pessoas em ambientes inadequados e mal estruturados para este momento, quando o correto é prosseguir com as atividades a distância, aprimorando-as, até que seja feita a vacinação dos profissionais da educação e que sejam estabelecidas condições estruturais mínimas para a garantia dos necessários protocolos sanitários. Para tanto, fomos à justiça para que os professionais da educação sejam vacinados na primeira etapa, juntamente com os profissionais da saúde e os idosos.

Por tudo isso, não descartamos a greve como resposta a essa insanidade.

Em primeiro lugar, a defesa da vida.

(APEOESP, 5/1/2021)