GIRO PELOS ESTADOS

  giro df 10052024

Mais um lamentável – e evitável – episódio envolvendo as merendas nas escolas públicas do Distrito Federal aconteceu nesta segunda-feira, 6 de maio. Uma estudante encontrou larva em seu prato de comida no CEM Setor Leste, na Asa Sul.

A Secretaria de Educação mais uma vez adotou a prática de responsabilizar a escola, afirmando que a larva vinha de tangerinas mal higienizadas. Porém o CAE – Conselho de Alimentação Escolar – identificou que 410 kg de arroz foram retirados do depósito e mantidos em sala à parte após visita técnica. Os pacotes estavam repletos de larvas e carunchos.

Posteriormente, em nota divulgada pela imprensa, a SEEDF assumiu que havia encontrado produtos inadequados para consumo no depósito. “Por que esse fato não foi citado na ocorrência de visita técnica?”, questionou o diretor do Sinpro e integrante do CAE, Samuel Fernandes. “Não é responsabilidade da escola e não é falta de verba, porque verba tem. Os itens são de péssima qualidade e podem ter sido entregues às escolas já contaminados”, aponta ele.

Ricardo Gama, também diretor do Sinpro e membro do CAE, afirma que o conselho faz visitas periódicas de fiscalização, e há muito tempo já havia alertado a SEEDF sobre esse problema, especialmente com o arroz: “Não é a primeira vez que isso acontece, no entanto, a empresa de distribuição permanece a mesma”, diz ele. “O arroz que deu problema no ano passado é o mesmo que foi distribuído para as escolas este ano”, completa.

O CAE vai reportar o fato aos órgãos competentes, como o Ministério Público e o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). O Sinpro continua pressionando a secretaria pela resolução desse grave problema.