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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais do setor público da educação básica brasileira, torna público o seu mais irrestrito APOIO aos/às trabalhadores/as em educação da rede estadual do Piauí, que decidiram em assembleia realizada no último dia 07 de junho deflagrar a greve por tempo indeterminado.

Os/as trabalhadores/as em educação do Estado exigem o cumprimento do acordo firmado com o próprio governo estadual, que envolveu a seção do Estado da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB e o Ministério Público. Nesse acordo, pactuado judicialmente, o governo se comprometeu a realizar o pagamento do reajuste de 6,81% para os professores da rede estadual (ativos, aposentados e pensionistas) e para os funcionários de escola o reajuste de 3,15% referente ao ano de 2017 e 3,95% referente ao ano de 2018.

Ao descumprir o acordo firmado por ele mesmo, com as presenças da OAB e do Ministério Público, o governo do Estado joga por terra o seu propalado compromisso com a educação pública de toda a sociedade piauiense. Agride não somente ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica Pública do Piauí – SINTE/PI, mas a toda a sociedade do Estado, trazendo enormes prejuízos às crianças, jovens e adultos, especialmente aos mais pobres, que fazem uso desse tão importante serviço público.

A assembleia que deflagrou o movimento grevista teve participação massiva dos trabalhadores em educação da rede estadual e também contou com a participação de representantes dos estudantes que, de forma solidária, participaram daquele momento para prestar solidariedade ao movimento dos/as educadores/as. Afinal, esse movimento refere-se não a uma luta meramente corporativa, mas trata-se, sobretudo, de uma ação sindical que repercute para todo o conjunto do sistema público de ensino do Estado e, quiçá, para toda a sociedade. A educação só será prioridade de fato, para além dos discursos, se vier acompanhada de valorização profissional.

Cumpre lembrar que o retorno dos/as educadores/as piauienses à greve só está se dando, agora, em decorrência do não cumprimento do acordo firmado com o governo estadual. Se honrassem a palavra empenhada, os representantes do governo estadual não teriam seus/uas educadores/as em greve. E não estaria a prejudicar milhares de crianças, jovens e adultos que necessitam desse serviço.

Os/as trabalhadores/as em educação de todo o Brasil estão acompanhando de perto o desdobramento da greve dos/as companheiros/as do Piauí. Prestamos nossa mais irrestrita solidariedade e cobramos dos gestores estaduais da educação que encontrem solução para uma greve deflagrada por descumprimento de um acordo judicial.

Brasília, 11 de junho de 2018

Diretoria Executiva da CNTE