NOTA PÚBLICA

SINSEAP72ANOS

No longínquo ano de 1952, nesse mesmo dia 02 de fevereiro, foi criada a Associação de Professores Primários do Estado do Amapá. Naquele tempo, de mais de 70 anos atrás, muita coisa mudou. O Estado amazônico que tem a maior área de proteção ambiental do país, incluído terras indígenas, quilombolas e unidades de conservação, o Amapá era naquele ano de 1952 ainda um Território Federal. Só na Constituição de 1988, ao Amapá é concedido o direito de sua emancipação política para, em 1991, transforma-se em mais um Estado da Federação brasileira.

A única coisa que não mudou desde então, é certo dizer, foi a disposição de luta dos/as educadores/as amapaenses. Transformado no SINSEPEAP, construído nesse período por várias mãos de professoras, professores e funcionários/as da educação, o sindicato que completa hoje 72 anos de vida em luta pelos direitos dos/as educadores/as do Estado orgulha o país inteiro com suas ações pioneiras e comprometidas com a própria educação de seu povo.

Articulado nacionalmente por meio dessa CNTE, o SINSEPEAP sempre esteve vinculado às lutas mais gerais da classe trabalhadora e, por isso mesmo, mantém fortes ligações com as pautas que reivindicam uma educação pública na própria região da América Latina. Sempre com apoio da Internacional da Educação para América Latina (IEAL), o sindicato foi o protagonista da organização e luta pela educação indígena. Ainda no ano de 2019, promoveu e organizou o I Encontro Internacional dos Educadores Indígenas, dando prosseguimento a essa agenda já agora no ano de 2023, quando foi realizada no município de Oiapoque a sua segunda edição.

Trata-se de um sindicato arejado e atento às grandes questões contemporâneas da nossa sociedade. Para além da pauta indigenista, o sindicato é presidido atualmente por uma educadora mulher. As pautas encampadas pela entidade sempre foram além das meramente corporativas que, é bom destacar, nunca saíram do radar de suas principais preocupações, como a luta pelo respeito à Lei Federal do Piso Salarial do Magistério e dos direitos dos/as educadores/as aposentados/as.

É com muito orgulho que esta CNTE pode contar, em seus quadros associados, com um sindicato dessa importância e magnitude para o Brasil, representando um Estado que, não por acaso, sempre foi o delimitador territorial e ponto de referência da enorme extensão territorial brasileira: a cidade de Oiapoque. Vida longa aos/às educadores/as do Amapá que têm a sorte de terem construído um SINSEPAP!

Brasília, 2 de fevereiro de 2024

Direção Executiva da CNTE