NOTA PÚBLICA

nota pública guatemala 9052024

No último dia 02 de maio, uma grande mobilização tomou conta das ruas da Cidade da Guatemala. Em defesa de um sistema educativo público, educadores, estudantes e membros em geral da sociedade guatemalteca reivindicaram uma educação pública e de qualidade, contra todas as tentativas e esforções recentes de medidas que fomentam a mercantilização e a privatização desse importante direito social representado pela educação.

A responsabilização do atual governo central do país, presidido pelo Presidente Bernardo Arévalo, é notória quando se percebe o incremento de medidas que não garantem um sistema educativo público e de qualidade. Comandada por sua Ministra da Educação, Anabella Giracca, a política educacional do país caminha a passos largos na direção de um processo incremental de privatização do seu sistema educativo. 

Como resposta à grande mobilização social e popular das manifestações vistas no último dia 02, o governo de Arévalo intensificou um processo de perseguição política às lideranças do STEG, entidade legítima e representativa dos trabalhadores em educação da Guatemala. Em especial ao Secretário Geral da entidade, Joviel Acevedo, que vem sendo intimidado dentro de seu próprio país e isso não pode ser tolerado. A Guatemala, como país que desde 1952 ratificou a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), deve assegurar o cumprimento dos preceitos da liberdade e autonomia sindicais inscritos naquela norma internacional, sob pena de ser denunciada.

Desde o Brasil, os educadores e as educadoras filiadas a esta Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), entidade homóloga à STEG e igualmente filiada à Internacional da Educação (IE), clamam pelo fim imediato das perseguições aos dirigentes sindicais e pelo respeito aos direitos sindicais e de negociação coletiva assegurados pelo Direito Internacional do Trabalho.

 

Brasília, 09 de maio de 2024

Direção Executiva da CNTE