VIOLÊNCIA

2019 07 30 Honduras morte professor

País tem enfrentado manifestações de profissionais de educação e saúde contra privatização dos serviços

Honduras enfrenta uma série de mobilizações de profissionais de educação e saúde em razão de decretos e leis do presidente Juan Orlando Hernández que privatizam esses dois serviços. Desde então, as duas categorias têm enfrentado repressão violenta nas ruas, deixando mortos e feridos. Ameaças de morte e falsas acusações também têm sido registradas contra líderes dos movimentos. A CNTE é contra a privatização dos serviços de educação e saúde no país e repudia os ataques contra professores, estudantes e médicos. 

Na última segunda-feira (29/7), a violência que assola o país vitimou o professor hondurenho Roy Paz Hernández, morto a tiros no município de Ilama, em Santa Bárbara, no oeste do país. Hernández se deslocava de moto quando foi violentamente alvejado. O professor trabalhava no centro básico de educação primária José Cecilio del Valle e na Escola San José e era bastante conhecido na região. O crime chocou a comunidade. Até agora, não se sabe a causa da execução. A polícia investiga a motivação do crime. Roy Paz Hernández era integrante da Escola Profissional de Formação de Professores de Honduras (COLPROSUMAH), a primeira organização de trabalhadores da educação criada no país, e coordenador dos círculos de estudo do movimento pedagógico na área rural de Ilama.

Apenas no primeiro semestre, Honduras registrou 1.873 mortes violentas, de acordo com dados da secretaria de segurança. Os meses com maior número de casos este ano foram abril (377), maio (353) e junho (339).