AMÉRICA LATINA

2019 11 14 encontro indigenas

Fotos e matéria: Jordana Mercado | A Confederação Brasileira dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Internacional da Educação para América Latina (IEAL), participam nesta quinta-feira (14), em Macapá (AP), do I Encontro Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Educação Indígena da América Latina. A atividade é realizada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação do Amapá (Sinsesepeap), juntamente com a Organização dos Professores Indígenas do Município de Oiapoque (Opimo) e a Associação dos Povos Indígenas Tiriyó, Kazuyana e Txikuyana (Apitikatxi) e reúne mais de 100 lideranças da educação indígena da região, representando seis etnias.

Para a professora Katia Almeida, presidenta do Sinsepeap, esse encontro é um marco do compromisso da entidade com a educação indígena no estado do Amapá e com os afiliados indígenas que se somam a todas as lutas da educação pública. “Somos trabalhadoras e trabalhadores da educação e estamos escrevendo na história do Sindicato que a educação indígena, multicultural, diversa, como pregava Paulo Freire, estará sempre nas nossas bandeiras de luta”, defendeu.

“Esse tema ultrapassa as questões transitórias. Para a IEAL é entendido como um assunto prioritário para ser desenvolvido pelas organizações afiliadas como política da entidade, e a CNTE também tem essa compreensão e está trabalhando nesse sentido junto aos Sindicatos afiliados”, disse a professora Fátima Silva, secretária geral da CNTE e vice presidenta da IEAL. O coordenador do escritório regional da IEAL, Combertty Rodriguez, falou aos participantes sobre a conjuntura internacional. Sempre fazendo um paralelo com os desafios para a educação indígena, ele abordou financiamento da educação, privatização e modelo educacional. “O neoliberalismo força os países latino-americanos a implementarem uma educação homogenizada, voltada a formar mão de obra barata. Os desafios tem a tarefa de ouvir as bases e propor o modelo de educação que defendemos: com diversidade, inclusiva e com um olhar cuidadoso para as especificidades da educação indígena”, concluiu.

Com uma história de luta pela educação entre os povos indígenas do seu estado, o professor Kaubi da etnia Wajãpi, valorizou a realização do encontro. “Há muitos anos estamos engajados na luta por um modelo de educação para nosso povo. Aqui sentimos que somos vistos! Não podemos cruzar os braços, por que temos direito à terra, a água e a todos os recursos naturais, mas é a educação que vai garantir o futuro das próximas gerações”, disse. Ele ainda falou da importância de internacionalizar o debate para ampliar o alcance das conquistas para todos e todas.

A CNTE defende a educação pública, laica, gratuita e continuará apoiando ações para defesa desses valores e pela autodeterminação de todos os povos.

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