INTERNACIONAL


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 Terminou ontem, 5, em Curitiba-PR, o V Encontro do Movimento Pedagógico Latino-americano, realizado pela Internacional da Educação para a América Latina (IEAL), com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o PROIFES (Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico). Desde o início do Encontro, os mais de 500 participantes vindos de 12 países, debateram a conjuntura política e definiram um plano de ação regional para defender a educação como direito. E foi assim que atividade culminou com a mensagem eloquente de unidade latino- americana.

Ação regional
O ato de encerramento começou com a apresentação do resultado dos debates dos grupos de trabalho que sugeriram as ações que devem pautar o Movimento até o próximo encontro em Recife, em 2021, quando se celebra o centenário de Paulo Freire. A unidade de ação deu o tom às apresentações sempre no sentido de fortalecer e ampliar o Movimento Pedagógico Latino-americano na luta em defesa da Educação pública.

Sueli Veiga, vice-Presidenta da FETEMS/MS e secretária-adjunta de formação da CUT (Central Única dos Trabalhadores), representou a CNTE e fez a relatoria falando pelo grupo das entidades brasileiras. As propostas foram feitas com atenção especial nas eleições do ano que vem para prefeitos e vereadores e a eleição majoritária em 2022. A unidade, formação de base e ações específicas de comunicação, disse, resumem a ideia do Brasil. “Precisamos articular uma frente ampla de esquerda junto com outros movimentos e atores que não estão nas nossas bases e participar amplamente dos processos políticos eleitorais. Precisamos incentivar a participação dos trabalhadores da educação em todos os processos: para prefeitos, vereadores, já preparando a eleição de 2022”.

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Foto: Joka Madruga

Marielle vive

Em seguida, a professora Fátima Silva, Secretária Geral da CNTE e Vice-Presidenta da IEAL, fez sua fala lembrando que a luta pela justiça democrática representa o momento atual da Internacional da Educação (IE), e que o 8o Congresso Mundial da entidade, realizado em julho passado em Bangkok/Tailândia, foi um marco político desse momento. Nesse sentido, agradeceu aos companheiros e companheiras da Argentina a solidariedade durante a Campanha Lula Livre. Também conclamou a todos e todas a continuarem fazendo a denúncia e cobrando o término das investigações do caso Marielle Franco, vereadora no Rio de Janeiro, defensora dos Direitos Humanos e das minorias, assassinada em março de 2018. “Marielle representa cada um e cada uma de nós que dedicamos nossas vidas a lutar pelo que acreditamos, pela justiça social, pelos direitos humanos, pela direito a educação. Os culpados pela sua morte não podem ficar impunes, não nos calaremos diante das injustiças. Marielle vive”, concluiu.

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Foto: Joka Madruga

Solidariedade nas lutas

Ela apresentou o Secretário Geral da IE, David Edwards, que fez uma fala emocionada sobre a consistência e dedicação das entidades educacionais da América Latina na resistência contra os retrocessos sociais pelos quais passa o continente.

“Não me recordo de ter visto antes a energia, foco, planos e solidariedade que vocês mostraram nesse encontro. Tentamos replicar eventos dessa forma na IE mundial, mas vocês são muito mais unidos, não só pela cultura e idioma, mas pela ação da vida cotidiana; vocês não separam a liderança sindical e o trabalho em sala de aula. E essa consistência se sente”, disse, reforçando que “o Banco Mundial tem medo do que estamos fazendo porque temos propostas libertadoras e emancipadoras de uma educação pública para todos e todas, ou seja, o oposto do que eles propõem”, afirmou.

O presidente da IEAL, Hugo Yaski, encerrou o ato que também se transformou numa demonstração da solidariedade do povo latino-americano ao presidente Lula, solto após 580 dias de prisão em Curitiba. Hugo defendeu a construção de uma potente unidade popular liderada pelos setores da Educação, que seja capaz de aglutinar forças e ser um
instrumento para ganhar eleições, como o que ocorreu na Argentina. Hugo também é presidente da Confederação dos Trabalhadores da Argentina (CTA) e foi eleito deputado no último pleito.

“Na Argentina, construímos uma maioria com muitos companheiros de caminho e de destino. Temos que construir grandes espaços de unidade e olhá-los de frente, sem medo, porque vamos derrotá-los”, disse, reforçando que as entidades precisam superar as contradições que a unidade implica. “Essa é nossa tarefa: construir a maior unidade dos movimentos populares. E o movimento sindical docente está no centro da luta popular. Ganhamos a eleição na Argentina porque houve luta”, disse. “Posso dizer que agora que Lula está livre estamos felizes e esperançosos, temos que caminhar muitas milhas ainda, mas faremos isso juntos”, concluiu enfatizando o processo de resistência do povo brasileiro e a luta pela democracia.

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Foto: Joka Madruga

Sem fronteiras
O ato terminou com uma mística entre os participantes entoando músicas do cancioneiro latino-americano. Mesmo reunindo companheiros e companheiras de diferentes partes do mundo, com culturas e idiomas diversos, foram momentos em que a utopia da Pátria Grande tomou conta do plenário e renovou as energias para as próximas lutas que serão travadas nas ruas de toda a América Latina.

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Foto: Joka Madruga

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Foto: Joka Madruga

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Foto: Joka Madruga

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Foto: Jordana Mercado

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Foto: Jordana Mercado

Texto: Jordana Mercado com informações do Proifes