MOBILIZAÇÃO

 2021 07 23 educacao 24julhook

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) estará presente nos atos que serão realizados neste sábado (24) e que pedem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Os motivos para trabalhadores/as da educação irem às ruas são muitos: descaso com a pandemia de Covid-19 e com a vacinação da população; ausência de políticas públicas de combate à fome e à pobreza; cortes nos orçamentos da educação, saúde e assistência social; e a tentativa de Jair Bolsonaro de acabar com os serviços públicos por meio da Proposta de Reforma Administrativa (PEC 32/2020). A  Central Única dos Trabalhadores elencou pelo menos 24 motivos.

Os atos pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) estão confirmados em mais de 430 cidades do Brasil e do exterior. Tem ato pelo #ForaBolsonaro marcado em todas as capitais e no Distrito Federal, além de cidades do países como Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Portugal e França. 

A mobilização será realizada nas redes sociais e nas ruas. Para quem estiver em casa, a campanha vai indexar a mobilização pela hashtag #24JForaBolsonaro e é importante curtir, compartilhar e comentar as publicações relacionadas nessa hashtag. Para quem escolher se manifestar fora de casa é importante levar álcool em gel, usar máscara de boa qualidade, manter o distanciamento.

>> Confira aqui o guia de segurança contra a Covid-19 antes de ocupar as ruas.

O descaso do governo federal com a educação

As escolas foram fechadas em março de 2020 e, de lá para cá, quase um ano e meio depois, nenhuma atenção à escola pública foi dispensada por nossos governos, nenhuma coordenação nacional foi feita pelo Ministério da Educação. De lá para cá, a educação pública brasileira só recebeu descaso. Chegamos ao absurdo de o Governo Federal enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional, infelizmente aprovado, retirando um bilhão e quatrocentos milhões da educação para repassar a outros ministérios, com a promessa desses valores serem devolvidos, o que até hoje não aconteceu.

Na área orçamentária, apenas neste ano, o MEC sofreu cortes de R$ 1,55 bilhão em sua receita anual, e nos últimos 12 meses (período da gestão do pastor Ribeiro), o Ministério deixou de investir mais de R$ 1,2 bilhão em programas de reestruturação das escolas públicas. Segundo estudos do profº. Nelson Amaral (UFG), entre 2014 e 2021, o MEC perdeu R$ 37,7 bilhões em receitas. No mesmo período, a Função Defesa Nacional teve aumento de R$ 37,6 bilhões (apropriação quase total dos recursos da educação). A Ciência e Tecnologia teve rebaixamento de 57,1% em seu orçamento (reduzindo de R$ 12 bilhões para R$ 5 bilhões). As despesas correntes das universidades foram reduzidas de R$ 9 bilhões para R$ 5,5 bilhões (queda de 38,9%) e os investimentos nessas instituições caíram 96,4% nos últimos 8 anos (de 2,9 bilhões para 100 milhões!).

O Ministro da Educação Milton Ribeiro fez pronunciamento nesta semana para pressionar os governadores e prefeitos a retomarem as atividades presenciais nas escolas das redes de ensino do país. Ao defender a reabertura das escolas, disse tratar-se de uma prerrogativa dos Estados e Município, se omitindo oficialmente do seu papel de coordenação e articulação nacional do nosso sistema educativo.

Nada foi feito ou proposto pelo MEC da gestão de Milton Ribeiro que possa ser considerado positivo para a educação pública brasileira. Ao contrário, o ministro Milton Ribeiro, apesar de mais discreto do que aquele que o precedera, fez gestões concretas para apoiar projetos de mercantilização da educação e assumiu como prioridades propor a educação domiciliar e apoiar a militarização das escolas.

O ministro Milton Ribeiro é só mais uma peça na engrenagem podre deste governo corrupto e miliciano. A nossa luta incessante, para salvar a educação pública em nosso país, bem como salvar o próprio Brasil, é pelo afastamento imediato de Bolsonaro e de todo o seu governo. Por isso, mais do que nunca, é fundamental ocuparmos as ruas no próximo dia 24 para afastarmos esse governo já tão carcomido por notícias cada vez mais claras de corrupção. Todos às ruas neste 24 de julho!

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