POVO LATINO UNIDO

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Iniciou nesta quinta-feira (22), a Jornada Latino-americana e Caribenha de Integração dos Povos, em Foz do Iguaçu, Paraná. O encontro marca a retomada da ampla articulação entre organizações populares do campo e da cidade, sindicais e estudantis, além de intelectuais. Com programação marcada até esta sexta-feira (23), as atividades incluem debates sobre os rumos da política regional e o fortalecimento da integração dos povos da América Latina e do Caribe.

São esperadas que 1500 pessoas, de mais de 20 países da região, participem em todos os dias do evento. Entre essas, militantes de movimentos populares, dirigentes de sindicatos, representantes de partidos políticos, professores, estudantes, além de representantes de governos e parlamentares.

Entre as figuras políticas confirmadas aparecem nomes como a vice-presidente da Colômbia, Francia Marquez, a senadora do Paraguai, Dra Esperanza Martínez, e o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica.

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O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Heleno Araújo, está acompanhando a programação junto à comitiva da diretoria da CNTE.

“As reivindicações por políticas públicas que atendam todas as pessoas, as lutas sindicais e sociais, são internacionais. Daí a importância de toda a direção executiva da CNTE e suas entidades filiadas estarem participando da Jornada latino-americana e caribenha de integração dos povos. Precisamos aumentar nosso grito ‘POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO’, sigamos firmes nas lutas!”, declarou Heleno.

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Educação em pauta

Representando a classe trabalhadora em educação e o ensino público brasileiro em um dos debates, a vice-presidente da CNTE, Marlei Fernandes, integrou a mesa de articulações sobre a “Ofensiva aos direitos sociais: precarização e destruição do trabalho, privatização da educação e da saúde.”

A professora e dirigente da Internacional da Educação (IEAL), Gabriela Bonilha, também compôs os debates. “Uma das temáticas foi a defesa da educação pública. Nós da Internacional da Educação colocamos cinco temas que foram de interesse para todos os outros movimentos”, disse. Segundo ela, foram trazidos os seguintes pontos:

1- A defesa do direito ao trabalho. Dentro ou fora do setor da educação, ir contra a concepção do trabalhador neoliberal autoempregado;

2- A defesa de um currículo escolar com conteúdos relevantes sobre a América Latina, que cobre a história e que traga discussões sobre o futuro livre de extrativismo e colonialismo; 

3- Conhecer bem as dívidas e empréstimos que os governos estão pegando para financiar reformas e tributações. Segundo explicou, esses são experimentos que não dão certo e debilitam o direito à educação; 

4- Reiterou o direito da educação pública financiada pelos estados; e

5- Defendeu o direito à educação superior com universidades públicas para toda a América Latina.

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“Está claro que não são reivindicações fáceis. Mas os movimentos precisam ver também como a agenda dos sindicatos e todas as nossas pesquisas são importantes para eles, para terem unidade para defender a educação pública“, reiterou Gabriela.