FORTALECIMENTO DA MOBILIZAÇÃO

matéria 6052024

Nesta segunda-feira (6), o Conselho Nacional de Entidades (CNE) da CNTE, em reunião extraordinária, debateu a agenda de atividades dos trabalhadores/as da Educação na Marcha da Classe Trabalhadora, de 22 de maio, em Brasília. A CNTE aprovou, junto aos representantes de seus sindicatos filiados, a reorganização das estratégias de fortalecimento e de visibilidade da luta da classe trabalhadora em educação.

A Marcha foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais. Heleno Araújo, presidente da CNTE, explicou que a meta é conseguir trazer cerca de 50 mil profissionais da educação de todo país a Brasília. 

“Sabemos do conjunto de motivos que dificultam a nossa mobilização, mas neste momento estamos muito próximos do dia da atividade… Além da nossa solidariedade, teremos que duplicar a nossa força para representarmos os nossos companheiros da Região Sul na mobilização”, ressaltou Heleno.

Segundo ele, a proposta é que, no mesmo dia 22 de maio, em Barsília, a CNTE, junto com os trabalhadores/as da educação, realize uma grande aula pública, baseada nos eixos da Marcha: a revogação das reformas trabalhistas e previdenciárias, o fim da lei das terceirizações.

“A intenção é que a atividade da aula pública conte com a presença de todos/as os trabalhadores/as e possa ampliar a nossa visibilidade, disseminando a nossa luta nas redes sociais e grupos, e levando a nossa mensagem para todo o Brasil”, reforçou Heleno.

Além disso, dentro da agenda de visibilidade da CNTE para a população, o Conselho aprovou a adição das pautas de solidariedade ao Rio Grande do Sul e de denúncia aos projetos de destruição ambiental por parte dos governos.

A Marcha

Com o tema “Dignidade para quem faz o estado”, a Marcha buscará apresentar uma agenda ao Congresso Nacional que garanta o pleno emprego, melhores salários e um desenvolvimento econômico e social para o país. A Marcha luta pela:

I- Regulamentação da Convenção 151, que garante aos servidores o direito à negociação coletiva;

II- Por um reajuste salarial digno aos servidores;

III- Pela reestruturação de carreiras e realização de concursos públicos;

IV-Pelo piso salarial e carreira da educação;

V- Pela aprovação da PEC 555, fim do confisco dos aposentados e pensionistas; 

VI- Contra a Lei Complementar 173, que congelou direitos da categoria: e 

VII- Contra o Projeto de Emenda Constitucional n.º 32/20 -reforma administrativa Bolsonaro-Guedes - que ameaça os direitos dos servidores públicos e de toda a população.

SOS RS

Os gaúchos precisam de ajuda! A CNTE, em parceria com o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS), está arrecadando fundos para doação às vítimas atingidas pelas últimas inundações no Rio Grande do Sul.

Contribua com a Campanha SOS RS com qualquer valor no PIX da CNTE (celular): 61- 98241-2223.