Na primeira reunião do ano com o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, nessa quarta-feira 8/1, o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, acompanhado do vice-presidente Milton Canuto, da secretária geral Marta Vanelli e do Secretário de Finanças Antonio Lisboa, entregou ofício cobrando uma revisão no percentual definido pelo MEC para correção do piso do magistério para 2014, que passou para R$ 1.697,37.

Em dezembro de 2013 foi publicado o reajuste de 8,32% no piso do magistério, que seria o percentual de crescimento entre os valores do custo aluno dos últimos meses de 2012 e 2013. Entretanto, a previsão de atualização era de 19% e dados já consolidados do Fundeb até novembro apontavam crescimento do valor mínimo de aproximadamente 13%.

A CNTE discorda do índice reduzido e, de acordo com Leão, considera graves os sucessivos artifícios promovidos nas contas do Fundeb, que além de prejudicarem a valorização dos profissionais do magistério, ainda colocam em descrédito a própria política de financiamento da educação básica.

Mercadante se comprometeu a encaminhar o documento para análise do Tesouro Nacional, mas reforçou que o Brasil vive um cenário de queda de receita e de desaceleração da economia, sendo que “a previsão para o PIB era de um crescimento de 4,5%, mas ficou em 2,3%”. Segundo ele, a trajetória de crescimento de salário e valorização do professor é superior a das demais categorias do serviço público.
Roberto Leão avisa que os trabalhadores em educação vão organizar uma grande mobilização nacional em defesa da valorização da categoria: “Nós vamos apresentar a proposta de mobilização no nosso 32° Congresso Nacional, que vai reunir mais de 2.500 delegados em Brasília nos dias 16 a 19/1, para exigir que esse percentual seja revisto e também para garantir que o PNE seja um plano nacional que atenda de verdade as necessidades da educação pública brasileira”.

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Fonte para entrevista:
Roberto Franklin de Leão – Presidente da CNTE