O ano de 2019 terminou levando com ele uma das maiores defensoras da causa feminina de nosso país. Nilcéa Freire, a eterna ministra da Mulher, que tantas vezes participou das edições de Mátria, agora estampa a capa da revista. É nossa forma de homenagear a guerreira símbolo da luta pelos nossos direitos, pela igualdade de gêneros e pela criminalização de qualquer tipo de violência contra a mulher.

No ano passado, vimos a violência contra a mulher, no Brasil, registrar índices alarmantes de agressões e assassinatos. Além disso, alcançam a triste marca de quinto maior índice de feminicídio do planeta, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. A ex-secretaria nacional de políticas para as mulheres, Cida Gonçalves, em um artigo contundente, analisa a escalada de violência e ódio no país.

Em compensação, também vimos mulheres corajosas saírem literalmente da lama – na tragédia de Brumadinho – e retirar forças para seguir vivendo e lutando pelos seus direitos. Essas mulheres se reinventaram, se uniram e contaram um pouco de suas trajetórias para a Revista Mátria, numa matéria recheada de histórias de superação. No artigo de Benilda Brito você conhecerá o racismo ambiental por trás dessas tragédias.

Você vai ler ainda, nas páginas de Mátria, histórias de mulheres que lutam contra o lixo, a poluição e o descaso dos governos, para tirar o sustento de suas famílias das águas do mar e dos manguezais. Vai ler também sobre a luta das Mães de Maio, que buscam justiça pela morte de seus filhos, em 2006, na chacina protagonizada pela polícia paulista, que matou mais de 500 pessoas.

E para provar que consciência não tem idade, Mátria celebra o protagonismo de jovens, como a ativista ambiental sueca, Greta Thunberg e as brasileiras Nayara Almeida e Catarina Lorenzo, responsáveis por diversas movimentações em protesto contra o posicionamento dos governos em relação às mudanças climáticas.

Consciência também é o que pedem nossas representantes no seleto e, infelizmente, ainda pequeno grupo de mulheres na política, neste ano de eleições municipais pelo país. Elas fazem uma análise do cenário político nacional e da luta por uma educação de qualidade. Nesse cenário, a educadora popular, Denise Carrera, analisa os desafios de um FUNDEB permanente e inclusivo.

No encarte teórico, a professora Dra. Olgamir Amancia analisa como as políticas educacionais da presidência do país podem “excluir” as pessoas do acesso ao conhecimento. Mátria ainda comemora os 30 anos da CNTE que, em 1996, formou a maior rede feminina sindical do país. E também mostra a participação decisiva dos movimentos feministas nos rumos da política da América Latina; a luta de nossas professoras indígenas por uma educação mais inclusiva; e também entra com orgulho na luta da comunidade LGBTQI+, por mais respeito e menos preconceito, como pede o movimento Mães pela Diversidade. Tudo isso e muito mais, nas páginas que se seguem.

Boa leitura!
Diretoria Executiva da CNTE

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